Higiene nos salões: No que o cliente deve prestar atenção

  • 27 de março de 2019
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Por mais que determinadas atitudes pareçam óbvias, manter a perfeita higiene em um salão de beleza pode ser uma tarefa complexa, já que existem inúmeras normas e regras que devem ser exercidas, e a maioria delas pode ser cobrada pelos próprios clientes, que costumam ficar atento a todos os detalhes.

Claro que a higienização de um estabelecimento não deve ser feita apenas de forma a impressionar os clientes, mas justamente pelo fato de um estabelecimento como um salão de beleza prestar serviço a outras pessoas e também pelo fato de que tais serviços estejam diretamente ligados a produtos químicos e cortantes, os cuidados com a higiene se fazem ainda mais necessários.

 

O que você precisa saber

Os serviços de beleza não estão isentos de riscos para sua saúde e segurança, caso certas regras não sejam totalmente respeitadas.

Muitos profissionais de cabeleireiro e estética reutilizam equipamentos como escovas, pentes, alicates, lixas de unhas, etc. para muitos clientes sem desinfecção sistemática.

Além disso, os produtos utilizados pelos profissionais podem ter uma atividade parcial e os tempos de intervalo para garantir a desinfecção do equipamento são pouco ou não respeitados.

 

O que o cliente deve verificar e perguntar

  • O cliente tem o direito de perguntar ao profissional se os roupões e as toalhas estão limpos e lavados.
  • O cliente tem o direito de pedir ao profissional para explicar antes de qualquer serviço como o equipamento é limpo e desinfetado.
  • O cliente deve estar atendo ao fato de que salões de beleza e esmalterias devem estar equipados com uma pia, sabonete líquido e toalhas de papel descartáveis ​​para que o profissional lave as mãos entre cada cliente e assim que necessário.
  • É importante para o cliente ficar atento à higiene das mãos dos cabeleireiros, manicures e esteticistas.
  • O cliente deve se atentar para que o cabeleireiro, a esteticista ou a manicure não use equipamentos (pente, tesoura, alicates de cabelo, escovas, lixas de unha, etc.) que tenham sido usados ​​em outra pessoa, antes de ser devidamente limpo e desinfetado. Todo o equipamento que entra em contato direto com a pele do cliente deve estar limpo e desinfetado.
  • O cliente deve se atentar às ferramentas de barbear, que devem ser descartáveis, inclusive a lâmina deve ser trocada na frente do cliente. As lâminas devem ser coletadas em recipientes específicos para objetos pontiagudos e afiados.
  • O cliente deve ficar atento aos desinfetantes utilizados, que devem atender às exigências hospitalares (bactericidas, fungicidas, virucidas) para superfícies e pequenos materiais não invasivos, respeitando os intervalos indicados pelo fabricante.
  • O cliente também pode olhar ao redor e fazer quaisquer perguntas aos profissionais, desde que relacionada aos procedimentos exercidos e ao estabelecimento de forma geral.
  • O cliente tem o direito de exigir que o serviço de cabeleireiro ou beleza seja seguro e que seja fornecido com mãos limpas e equipamento limpo e desinfetado.
  • Caso o cliente veja ou escute algo que o incomoda em relação a algum procedimento, ele pode recusar os serviços sem hesitar.
  • O cliente pode fazer uma denúncia a vigilância sanitária caso acredite ser necessário

 

Por mais que muitas normas de higiene não pareçam muito sensatas, é importante que o estabelecimento obedeça a todas elas, de forma a evitar problemas judiciais que podem culminar em multas e no possível fechamento do estabelecimento.

É importante lembrar que de nada vale ter os melhores profissionais e equipamentos, se as exigências básicas de higiene não forem cumpridas.

Veja também: https://graces.com.br/blog/empreendedorismo/quer-se-adequar-para-a-anvisa/

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